Friday, August 06, 2010

Um quarto de século

Não tem jeito, todo ano a gente faz aniversário. O meu é neste domingo, dia oito. Acho bonito: 8/8, se fosse três anos mais nova, minha data de nascimento seria: 8/8/88. Vou fazer 25 anos, um quarto de século!

Todo ano eu penso em fazer algo, curtir. Esse ano não foi diferente, queria comemorar. Uhuuuuuuuuu é meu niver. Vamos comer e beber. Meu, tipo assim, vamos festejar!!!! Tô de aniversário!! Uhu! Queria, só queria, mas não dá. Essa vontade sempre passa, pelo simples fato de eu detestar fazer aniversário. DETESTO. É pior que Natal.

Quando era criança, tinhas festinhas homéricas. Em salão de festas ou na garagem da casa da minha vó com muito balão, brigadeiro, pizza, refri, chapeuzinhos e línguas de sogra... Meus tios do Rio de Janeiro vinham, o Roni saia mais cedo do Brique, minha madrinha me dava presentes caros. Os bolos eram sempre temáticos, teve o bolo com cara de sol, o de palhaço, o castelo da princesa, o coelho com dentes de Plets (fez tanto sucesso que foi reeditado nos meus 8 anos). Na hora do Parabéns era a prima Léli de um lado e o primo Júnior de outro. Música da Xuxa. Muitos presentes. Comida farta e bebida a vontade, sempre tinha um tio que terminava bêbado e atrapalhando a brincadeira das crianças... Meus pais felizes. Todo mundo feliz, inclusive eu!

Fotos memoráveis renderam esses meus aniversários, quando olho e me vejo feliz da vida, me pergunto em que momento eu passei a não gostar? Juro que não sei! Nos meus 19 anos, que também caíram no Dia dos Pais, um dos meus presentes foi ser comida por um cretino que eu achava que namorava. Sim, meu presente foi dar, pela primeira vez. Fiz isso no sábado de tarde, num apartamento da Cristóvão Colombo e eu não senti nada além de dor. Foi um presente inesquecível, apesar de não ter sido bom.

No domingo, eu passei o dia todo com o celular na mão, esperando ele ligar. Muitas pessoas ligaram e mandaram mensagens, menos ele. Naquele ano, se só ele lembrasse, teria sido o melhor aniversário da minha vida. Mas ele não lembrou. De noite, me mandou uma mensagem dizendo que não iria mais me ver, que a nossa história acabava ali. E acabou. Ele nunca atendeu meus telefonemas, nem me explicou o motivo de tudo isso. E se eu não tivesse sofrido tanto, iria pensar que ele nunca existiu.

Quando me perguntam por que não gosto de fazer aniversário, conto essa história. Já não curtia antes, mas depois disso, piorou. E afinal, é uma desculpa, embora penso que isso não é motivo, não justifica a tristeza e o mau humor que me assola nos dias 8 de agosto.

Outro dia, ouvi num programa de rádio que não gostar e ficar pra baixo no nosso aniversário era uma falta de respeito com as pessoas que gostavam da gente e que nos parabenizavam. E de uma certa forma, é mesmo. Portanto, desculpem a falta de educação, mas eu não consigo disfarçar. Não gosto mesmo e peço todo ano que eu mude e melhore a cara para o próximo ano.

Mas gente, não se preocupem, podem me desejar felicidades e afins, que boas energias são sempre bem vindas. E graças a Deus, aniversário é uma vez só no ano, ainda me sobram 364 dias pra ser feliz.

2 comments:

Anonymous said...

Chata q eu amo!
hehehe
parabéns e eu ainda te pego e faço uma terapia a minha moda p te ver + up! heheheeh
Brincadeirinha!
te amo amiga e acho q vc deve amar + a vida e não se prender tanto a coisas q não te fazem feliz!
Pensa nisso...e é verdade...quem te gosta ficaria triste em saber q vc não gosta de aniver...é a confirmação de que estiveste + um ano ao nosso lado e isso é o que importa.
Importa quem se importa contigo...então, abre o coração para essa galerinha e curteeeeeeeeee!
bjus, Robertinha

Miguel Jr said...

Hehehe...

Tá ficando velhinha mesmo!

Ow tava penasando o meu ano de aniversário (1985) é o mesmo que a data: 1 do 9 de 85. Hhuahauhauhauha

Muito louco hein

Bjos