Thursday, September 23, 2010

Mantra

Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!
Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar bem! Eu vou ficar! Eu vou ficar bem!

Friday, September 03, 2010

Próxima parada

Eu estou indo pra o Rio de Janeiro daqui algumas horas. Espero me divertir lá. Nas últimas duas horas eu chorei metros cúblicos, até os homens que estão pintando as paredes de onde eu trabalho vieram me consolar...

Coisas da vida, problemas, empecilhos de última hora. Ele iria vir me ver esse mês, mas não vai mais. Ele é carioca, mas não mora mais no Rio. A cidade maravilhosa se tornou ainda mais maravilhosa pra mim quando soube que o ele é um menino do Rio.

Eu sinto uma saudade imensa, que não cabe em mim. Espero que lá no Rio, isso se amenize. Quem sabe andando nas mesmas ruas que ele andava? Quem sabe só de estar lá e no meio de uma caminhada olhar para o Cristo, como ele deveria fazer e como qualquer carioca faz, eu me sinta mais próxima e isso não doa tanto.

Quem sabe lá, na terra dele, se eu fizer um acordo com Deus, ele não vem?

Wednesday, September 01, 2010

Pseudo bem resolvida

“Es contigo mi vida com quien puedo sentir que merece la pena vivir”
(El presente – Julieta Venegas)


Eu lidava bem com a minha solidão. Lidava. Algo mudou dentro de mim. Ando me sentindo desconfortável sozinha. Eu estava sentada hoje na praça de alimentação de um shopping, sozinha, e me sentia um ET por isso. Eu não era assim.

Estou amando e acredito seja por isso que minha solidão, sempre tão companheira, não esteja me bastando. Depois de um pé na bunda homérico, há seis anos, decretei: viva a liberdade! Desde então, adotei o discurso, vesti a camiseta, carreguei a bandeira e encenei a personagem.

Só que pela segunda vez na minha vida, eu penso que seria o máximo ter um namorado. E pela primeira vez, eu penso que passar a minha vida inteira do lado de alguém não irá me aprisionar, nem me fazer infeliz. Muito pelo contrário, ver os cabelos de quem se ama branquearem com o passar do tempo deve ser uma dádiva.

Nunca fui uma mulher de muitos amores e casos. Talvez, justamente por isso, eu tenha uma consciência torturante do que eu sinto. E eu nem sei se um dia vou poder viver tudo isso. No momento não é possível, por inúmeras complicações e ironias da vida.

Talvez ele tenha entrado na minha vida para não deixar pedra sobre pedra, para fazer eu revisar meus conceitos, para esconder o texto da personagem, para levar embora aquele ar, insuportável, de moça-bem-resolvida-com-a-solidão que eu tinha. Nunca me doeu tanto ser sozinha.

Thursday, August 26, 2010

Vênus em câncer

- Olá, prazer.
- Oi, tudo bom?
- Tudo bem. Me falaram que você fez o seu mapa astral hoje.
- Aham é bem legal. Entendi algumas coisas.
- Que coisas?
- Porque eu sou uma babaca para as coisas do coração, por exemplo.
- Ah é. E por quê?
- Porque eu tenho Vênus em câncer.
- Ah, eu sou canceriano...
- Hum. A maneira que eu lido com os sentimentos é totalmente canceriana.
- Ah, e isso é ruim?
- Dizem que se uma pessoa levar um pé na bunda pode sofrer por semanas, mas se essa pessoa for de câncer, sofre por meses...
- Bem isso mesmo e eu também não sei lidar com o fim das coisas.
- Nem eu.

Dias depois
- Viu como a gente combina.
- Eu nunca disse que não combinávamos.
- Falou sim. Que você, leonina, não teria paciência comigo.
- Pois é, mas eu tenho Vênus em câncer.
- Adoro esse Vênus em câncer.
- E eu adoro você.

Meses depois
- Eu não quero te machucar.
- Você não vai me machucar. Eu sempre soube que você iria voltar pra sua cidade.
- Mas vou ficar mal se você ficar mal.
- Eu não vou ficar. Prometo.

Dias depois dos meses depois
- Você tem que ficar bem. Você tem que voltar feliz e forte pra tocar a tua vida.
- E você?
- Eu vou tocar a minha.
- Se a vida não fosse tão complicada a gente ficaria junto.
- Eu sei.

Mais de um mês depois
- Que bom que você veio. Que saudade eu sinto de você.
- Eu também sinto falta de você. Desse teu olho que parece o mar de Angra.
...
- Nossa nem acredito que tu tá aqui comigo!
- Mas eu tô! E amando cada segundo.
...
- Acho que não vou agüentar sem dormir. Preciso descansar...
- Também tô cansada. Mas não queria dormir, quando acordar você vai embora.

Meses depois
- Em 84 dias, essa é a segunda vez que você vem.
- Oitenta e quatro?
- Sim, eu conto quantos dias eu tenho sobrevivido com toda a saudade que eu sinto.
- Eu sei. Também tenho saudades. Mas estou pegando muitos plantões...
- Eu sei.

Um ano depois
- Se a vida não fosse tão complicada a gente ficaria junto.
- E eu tenho Vênus em câncer.

Wednesday, August 25, 2010

Da arte de falar

De todos os defeitos que eu tenho, o pior de todos (pra mim) é não falar. Eu não falo. Eu não sei falar. Nunca soube. E isso, às vezes, me mata.

Apresentação de trabalho na escola, na faculdade, sempre foi um caos! Na aula de inglês, de espanhol, de italiano... Sempre é ruim, sempre me sinto desconfortável. Cansei de chegar na psicóloga, sentar na frente dela e falar “eu não gosto de falar”, e passar a sessão toda olhando pra ela, gastando meu dinheiro, meu tempo e com a cabeça e o coração explodindo.

É horrível. Muitas vezes penso que o nó na garganta que sinto é das coisas que deveriam sair e não saem. Talvez até o peso nos ombros sejam o peso das palavras...

E falar sobre o que eu sinto então? Hahahahahaha, não consigo, não sai. O problema é que eu fico me torturando, me travando, numa ansiedade louca. Não dizem que não verbalizar os sentimentos acaba em câncer? Então, eu já sei até o que vai estar escrito no meu atestado de óbito.

A psicóloga sempre diz que eu tenho que falar, que se eu falasse metade dos meus problemas desapareceriam, que as coisas que eu sinto não são apenas “problemas meus”, que as pessoas tem que saber. Mas aí eu respondo que eu gosto de escrever. Ajuda, mas não compensa, eu sei.

É hoje, com tudo o que eu tô sentindo, com todas as coisas que estão acontecendo, eu queria tanto conseguir falar!

Thursday, August 19, 2010

Gaarder, pós... Realidade



Coisas acontecem. Coisas inimagináveis e felizes, apesar da saudade imensa que sinto de alguém e de uma certa tristeza que anda me fazendo companhia... Entrevistei o Jostein Gaarder terça-feira e hoje acabei minha pós graduação.

Há uns 10 anos, eu li o famoso O Mundo de Sofia, que está na sua 35ª edição (!), escrito pelo norueguês Jostein Gaarder. Eu li boa parte desse livro no recreio do colégio, enquanto minhas amigas se preocupavam em ficar com algum guri, eu lia filosofia. Naquela época, essa era a única opção que eu tinha pra não passar o recreio sozinha, meninas que gostam de ler não chamavam muito a atenção.

Há 10 anos, eu ainda via minha timidez como um empecilho para ser jornalista. Nesse tempo todo, sabe-se lá como, meus pais conseguiram pagar uma faculdade pra mim e eu me tornei jornalista, apesar de quieta e tímida. E depois do Mundo de Sofia, eu li tudo do Gaarder que me caia nas mãos. O Dia do Coringa é o meu livro preferido, ele é o meu escritor preferido.

Sempre que pensava nas pessoas que gostaria de entrevistar um dia, sempre pensava no Gaarder. Mas claro que isso era distante demais, assim como me formar e fazer uma pós graduação.

Por isso essa semana foi muito feliz. Depois de um ano e meio, terminei minha especialização em Sociologia, com o orgulho de ter pago toda a pós. E terça participei de uma coletiva com ele, o Jostein Gaarder, que estava em Porto Alegre, participando do Fronteiras da Educação, um evento que discute educação (óbvio) com professores. Um dia antes, liguei para UFRGS e me credenciei para cobrir o evento, se ele topasse, falaria com a imprensa antes da palestra. Foi assim, fácil.

E ele topou e é tri gente fina, fala rápido e se empolga facilmente. Eu fiquei tão atarantada que esqueci dos meus livros pra ele autografar dentro da bolsa... Também não levei o gravador, mas consegui dar parabéns pra ele (ele também nasceu no cabalístico 8/8). Fotos não podiam ser tiradas durante e entrevista, só tirei uma, dele sentadinho esperando ser chamado pra subir no palco. Nessa hora, pensei em pedir os autográfos, mas isso era tão pequeno perto do sonho que estava realizando, que nem fiz questão... Sei que ainda o encontrarei.

Não assisti toda a palestra, tinha que trabalhar e também não precisava, já tinha visto que o Gaarder parece um ser humano normal. Parece, mas não é. Nem um senhor com tamanha inteligência e entusiasmo pode ser normal num mundo tão apático. Ele é daquelas pulgas que ficam nas pontas dos pelos dos cachorros para verem o mundo.

E hoje, sai do trabalho e fui apresentar minha monografia, sobre a manipulação da mídia. Em nada lembrou a minha banca do TCC da faculdade, nem mesmo estava nervosa. E adivinhem? Tirei 10!

Neste momento, estou cansada e feliz, com o passar do tempo o impossível vai se tornando fácil, parte da vida, por mais incrível que isso pareça. A jornalista, especializada em sociologia, que entrevistou o Jostein Gaarder é a mesma menina que lia no recreio por falta de companhia. Hoje sei, que eu estava muito bem acompanhada, pois eu sonhava.

Friday, August 06, 2010

Um quarto de século

Não tem jeito, todo ano a gente faz aniversário. O meu é neste domingo, dia oito. Acho bonito: 8/8, se fosse três anos mais nova, minha data de nascimento seria: 8/8/88. Vou fazer 25 anos, um quarto de século!

Todo ano eu penso em fazer algo, curtir. Esse ano não foi diferente, queria comemorar. Uhuuuuuuuuu é meu niver. Vamos comer e beber. Meu, tipo assim, vamos festejar!!!! Tô de aniversário!! Uhu! Queria, só queria, mas não dá. Essa vontade sempre passa, pelo simples fato de eu detestar fazer aniversário. DETESTO. É pior que Natal.

Quando era criança, tinhas festinhas homéricas. Em salão de festas ou na garagem da casa da minha vó com muito balão, brigadeiro, pizza, refri, chapeuzinhos e línguas de sogra... Meus tios do Rio de Janeiro vinham, o Roni saia mais cedo do Brique, minha madrinha me dava presentes caros. Os bolos eram sempre temáticos, teve o bolo com cara de sol, o de palhaço, o castelo da princesa, o coelho com dentes de Plets (fez tanto sucesso que foi reeditado nos meus 8 anos). Na hora do Parabéns era a prima Léli de um lado e o primo Júnior de outro. Música da Xuxa. Muitos presentes. Comida farta e bebida a vontade, sempre tinha um tio que terminava bêbado e atrapalhando a brincadeira das crianças... Meus pais felizes. Todo mundo feliz, inclusive eu!

Fotos memoráveis renderam esses meus aniversários, quando olho e me vejo feliz da vida, me pergunto em que momento eu passei a não gostar? Juro que não sei! Nos meus 19 anos, que também caíram no Dia dos Pais, um dos meus presentes foi ser comida por um cretino que eu achava que namorava. Sim, meu presente foi dar, pela primeira vez. Fiz isso no sábado de tarde, num apartamento da Cristóvão Colombo e eu não senti nada além de dor. Foi um presente inesquecível, apesar de não ter sido bom.

No domingo, eu passei o dia todo com o celular na mão, esperando ele ligar. Muitas pessoas ligaram e mandaram mensagens, menos ele. Naquele ano, se só ele lembrasse, teria sido o melhor aniversário da minha vida. Mas ele não lembrou. De noite, me mandou uma mensagem dizendo que não iria mais me ver, que a nossa história acabava ali. E acabou. Ele nunca atendeu meus telefonemas, nem me explicou o motivo de tudo isso. E se eu não tivesse sofrido tanto, iria pensar que ele nunca existiu.

Quando me perguntam por que não gosto de fazer aniversário, conto essa história. Já não curtia antes, mas depois disso, piorou. E afinal, é uma desculpa, embora penso que isso não é motivo, não justifica a tristeza e o mau humor que me assola nos dias 8 de agosto.

Outro dia, ouvi num programa de rádio que não gostar e ficar pra baixo no nosso aniversário era uma falta de respeito com as pessoas que gostavam da gente e que nos parabenizavam. E de uma certa forma, é mesmo. Portanto, desculpem a falta de educação, mas eu não consigo disfarçar. Não gosto mesmo e peço todo ano que eu mude e melhore a cara para o próximo ano.

Mas gente, não se preocupem, podem me desejar felicidades e afins, que boas energias são sempre bem vindas. E graças a Deus, aniversário é uma vez só no ano, ainda me sobram 364 dias pra ser feliz.

Sunday, August 01, 2010

É isso

“A gente cai, levanta, uns seguem de perna quebrada, outros de miolo mole, e muitos vão sem coração. Mas cada um vai como pode."

Maitê Proença

Friday, July 30, 2010

Oco

Perdi quatro quilos em dois meses. Não estou de dieta, nem precisava emagrecer quatro quilos. Eu simplesmente perdi a vontade de comer. E o pisca alerta já ligou. Eu, sem vontade de comer é preocupante. Só aconteceu uma vez e não gostaria que acontecesse de novo.

Na verdade, ando sem muitas vontades... Vontade de escrever eu tenho, mas chega na hora, desanimo. Ando lendo bastante, mas não por gostar, é mais pra fugir. Passo horas com um livro aberto, pensando, pensando e pensando. Maldito pensamento.

Tô com medo. Já perdi a vontade de comer e ando lendo pra fugir, o que mais pode acontecer? Qual é o próximo passo? É eu morrer sufocada pelo vazio da saudade que eu sinto? A Maysa que só queria morrer de muito amor, acabou num acidente de carro. Eu que nunca pensei em amar, devo acabar pior, de forma mais lenta e cruel: morrendo de saudade.

Sunday, July 25, 2010

...

Tem alguma coisa mais inexplicável que a nossa relação com o tempo? Acredito que não. E a consciência assustadora da transitoriedade das coisas só aprofunda ainda mais isso. E o que podemos fazer? Tem como reter algo, como segurar com as mãos o que não queremos que passe rápido demais?

Tem quase dois meses que ele foi embora. Mas ele já veio me ver, há quase duas semanas atrás. Duas semanas! E parece que foi ontem que eu chorava porque achava que nunca mais o veria. E ele veio! E os dois dias, entre eu saber e ele chegar, foram os mais longos da minha vida. Mas não foi sofrido, foi uma espera alegre, mas com medo de acordar a qualquer momento.

Eu pensei que fosse dar pra matar a saudade. Não deu. Só aumentou a certeza do que eu sinto. E essa saudade não morre nunca, cada vez se alimenta mais das coisas que eu lembro para sentir ele perto de mim. É como se fosse uma fome, mas a fome de um esfomeado, de um faminto e não de uma pessoa que se sacia sempre que sente vontade.

E eu não sei se quero que o tempo se arraste ou voe. Não sei o que é pior. Tenho medo de morrer de abstinência. De fome. De saudade. De amor.

Thursday, July 08, 2010

Rotina

Eu queria fazer tanta coisa contigo. Acordar do teu lado. Ficar bêbada. Transar muito bêbada. Olhar futebol na TV. Dormir no meio do filme. Ir no cinema. Juntar grana pra fazer alguma coisa importante. Viajar pra praia. Viajar no feriadão. Viajar pra longe. Viajar pra perto. Não sair de casa. Ficar perto. Ficar dentro. Te ver chegar. Te desejar bom trabalho. Lavar roupa. Achar uma meia perdida em algum lugar. Olhar fotografias. Ler. Te mostrar uma roupa nova. Tirar a roupa nova. Contar todas as pintinhas do corpo. Comer pizza. Fazer pizza. Esquecer a pizza no forno. Comer sorvete. Escolher as cores das coisas. Dar risada. Procurar alguma coisa perdida. Achar alguma coisa importante. Discutir. Fazer as pazes. Comemorar as pazes. Sonhar. Contar o sonho. Trocar lâmpada. Fugir de uma barata. Matar uma barata. Procurar o horóscopo no jornal. Duvidar da previsão do tempo. Arrumar a casa pra esperar teu filho. Ouvir tuas histórias. Contar histórias. Se lembrar. Sentir a água salgada batendo nas pernas. Reclamar da areia. Ver onde dói. Comprar remédio. Fazer careta. Achar graça. Reclamar do lençol desarrumado. Levantar só pra arrumar o lençol. Fazer planos. Ter surpresas. Dançar pra você. Dançar em cima de você. Arrumar gaveta. Ver você brincar com teu filho. Guardar algo com valor sentimental. Andar na rua sentindo o sol. Deitar na grama. Pegar sol até ficar ardido. Massagem. Beijo na nuca. Sexo. Contornar com as pontas dos dedos todas as tatuagens. Se divertir. Cochilar no sofá. Ouvir Bob Marley bem alto. Conferir se as portas e janelas estão fechadas. Ouvir os barulhos da noite. Ler emails. Contar uma piada de um email. Conversar até de madrugada. Contar uma novidade. Cuidar das plantas. Mudar móveis de lugar pra descobrir uma casa nova. Ler bula. Decifrar manual. Traduzir música. Ler em inglês. Sussurrar. Acordar atrasado. Tomar banho demorado até a mão murchar. Rir quando não pode. Abraçar. Beijar. Cheirar. Morder. Lamber. Chupar. Chorar. Chorar sem motivo. Chorar com causa. Mas nunca mais chorar de saudade. Viver. Viver e morrer o pouco que se morre todo dia sem se preocupar, sem se tornar uma pessoa frustrada, sem lamentar o quanto a vida poderia ter sido diferente.

Thursday, June 24, 2010

Distinção

A Fabi e eu passeando por Brasília, durante a I Conferência Nacional de Comunicação

No meio de uma semana que passo entre dúvidas, medos, saudades, ansiedades e preocupações, tive na tarde de hoje uma grande alegria. Uma amiga muito querida foi aprovada com distinção na banca do trabalho de conclusão da faculdade.

A Fabi é uma das poucas amigas que sobraram dos meus anos de Unisinos. Queria ter assistido a banca dela, mas como tô correndo para resolver uns probleminhas de saúde, não cheguei a tempo de entrar. Fiquei do lado de fora da sala, tentando escutar alguma coisa e me lembrando que há dois anos era eu passando por isso.

Desde que me formei, fui poucas vezes na Unisinos, mas todas foram pra falar com a Fabi, pegar um livro dela emprestado, emprestar um livro pra ela, tomar cerveja no Alemão ou comer panqueca, como fizemos hoje.

Eu não tirei distinção no meu trabalho por causa de um erro de formatação, por um ponto eu fiquei no aprovado plenamente. Não lembro de alguém me perguntar como passei no TCC depois de formada e confesso, isso não faz a menor diferença... Mas como eu queria ter tirado um pontinho a mais.

Acompanhei toda a correria da minha amiga com o TCC e hoje ouvi ela falando do vazio que vai sentir quando tudo acabar, depois da formatura. Eu também senti e não sei como preenchi. Esse vazio pós formatura é bem típica da vida, é um fim de uma etapa, começo de outra. É quase um nascer, depois de anos sendo gerado.

Enquanto tentava ouvir o que os professores falavam pra ela, eu chorava de saudade, de ansiedade, de orgulho, de raiva de não ter chegado a tempo. Mas eu fiquei toda orgulhosa da minha amiga e apesar dela não ter visto, eu bati palmas pra ela junto com a Ana, o Pedro, o Jahn e a Luíza.

Wednesday, June 23, 2010

Recomeço...

Depois de quase três anos, recomecei a terapia hoje. Com uma nova psicóloga, a que eu ia foi embora para Roraima. E lá fui eu, contar tudo de novo. Nascimento, infância, adolescência, namorados, empregos, amigos, decepções, traumas, medos, alegrias, saudades, problemas reais e imaginários, neuras e mais neuras...

Hoje eu mais chorei do que falei. Nossa, ela ainda não sabe de nada. Só sabe do agora. Foi bom. Eu precisava falar e falar para alguém que não está envolvido, alguém que não vai me julgar, apesar de me olhar assustada.

Eu sei que a próxima sessão vai ser muito diferente. A minha vida terá mudado muito, ou não. Pra terapia, eu não sei o que seria mais rico, mais interessante. Pra mim, eu sei menos ainda...

Eu não estou pensando nisso. Não estou sentindo nada também. Eu choro e nem percebo, a temperatura oscila e eu não sinto frio ou calor. Comer ou não comer, tanto faz. Mas eu estou aqui, isso basta. Tô aqui!

Tuesday, June 22, 2010

Indo...

Incrível como as coisas mudam o tempo todo. Há um ano, jamais pensaria que hoje minha vida estaria do jeito que tá. Nem precisamos pensar muito longe, há meses atrás tudo era tão diferente. Claro, nem tudo mudou, mas muita coisa mudou. E eu mudei muito!

Conheci pessoas, vieram surpresas, aconteceram situações que sempre considerei inimagináveis, mas que me fizeram pensar e mudar conceitos. Mas é uma mudança muito interna. Pra dentro, apesar de estar numa fase totalmente “pra fora” da minha vida.

Mas essas fases são bem normais. Às vezes a vida vem toda colorida, que nem bloco de carnaval, e nos leva junto. Noutras, fica preto e branco e nos deixa de lado, na arquibancada, vendo a folia dos outros.

Eu tô bem na minha, matutando com os meus botões. Vivendo pra dentro, às vezes é difícil assimilar a grandeza que é viver. Estou dentro do casulo, percebendo a vida lá fora. Daqui um pouco eu saio, mas saio borboleta!

Tuesday, June 15, 2010

19 dias

Estranha a relação que estou estabelecendo com o tempo, principalmente nos últimos 19 dias, que foi quando o ar começou a faltar e o vazio aumentar.

Geralmente a gente olha pra trás e se surpreende de como o tempo está passando rápido. Coisas que aconteceram aparentemente ontem, percebemos que já faz tempo, meses, anos, até décadas...

Nesses 19 dias, eu conto um por um dos dias e sempre penso que há recém passou 19 dias. Essa sensação de “parece que foi ontem e já tem tanto tempo” não existe. É estranho. É demorado. É arrastado, sofrido, dolorido. Pois parece que tem um tempão e não tem nem vinte dias.

19 dias é pouco? Não virei nenhuma folhinha do calendário. Os ciclos da lua não se completaram. As contas não venceram... É pouco, sim. Mas às vezes parece ser tanto. Esses 19 dias não são de espera, há não ser que minha espera dure pra sempre. Se isso acontecer, será que vai demorar muito pra passar? Não quero contar os dias pra sempre. Pior, esses 19 dias podem ser o começo de um nunca mais.

Essa lucidez espantosa sobre o tempo tem me matado, tão lentamente quanto a atual velocidade do tempo. Dá medo. Certas coisas é melhor não sentir, não notar, não perceber. Queria que passasse rápido, até o dia que eu me lembrasse do hoje como um pretérito mais que perfeito, mas distante o suficiente pra não me fazer chorar.

Monday, June 14, 2010

Catarse

Às vezes eu estou tri bem. Às vezes eu estou tri mal. Ando bipolar elevado ao cubo. Bom, o fato é que volta e meia, entre um compromisso e outro, preciso correr pra me esconder pra poder chorar em paz.

Passa logo e minutos depois já estou leve e dando risada, mas na hora parece bastante desesperador. Hoje isso aconteceu duas vezes. No restaurante, antes de almoçar, fiquei uns 10 minutos chorando compulsivamente no banheiro.

E depois foi na rua, em Esteio, indo para o pilates no meio da tarde. Esteio é a segunda menor cidade do Rio Grande do Sul em território. Três vezes por semana eu praticamente atravesso Esteio para fazer pilates. Nesse caminho, de poucas quadras, tem uma igreja (que eu não sei qual), com uma placa escrito “Deus é Amor”.

Em alguns dias, tem um pastor falando alto num microfone, por várias quadras é possível ouvir. Nunca vi muitas pessoas lá dentro, apesar do rapaz que fica na porta, convidando todo mundo que passa na rua para entrar.

Hoje, ele não me convidou. Eu própria entrei em disparada, tava na rua e deu uma vontade louca de chorar, só que Esteio não tem shopping ou praças que dá pra gente se esconder... Só tinha aquela porta aberta que me dizia que Deus é amor.

Entrei e chorei, chorei, chorei. O tal pastor parou de pregar a palavra do Senhor e ficou me olhando de boca aberta. Não tinha mais ninguém na igreja. Depois de alguns minutos chorando loucamente, sequei minhas lágrimas, pedi desculpas e fui, seguir o meu caminho.

O pastor perguntou se eu estava bem. Eu disse que sim. Ele me falou que o diabo tinha acabado de sair do meu corpo. Que poderia voltar sempre ali e que nunca mais choraria porque Deus é amor.

Mal sabe ele, que o diabo está aqui, apertando a minha garganta e me fazendo chorar de novo. Deus é amor sim, mas é a saudade o que é? O caminho do meio, o purgatório?

Sunday, June 13, 2010

Em pé

Dói. Parece que arrancaram um pedaço de mim. Choro metros cúbicos quase que diariamente. Em qualquer lugar e fazendo qualquer coisa. Durante o serviço, na rua, no ônibus, no banho, pagando uma conta, lendo, num bar com os amigos...

Dá aquele nó na garganta e os olhos se enchem de lágrimas. Dá uma saudade, uma vontade de estar junto. E um medo danado de nunca mais estar. Então eu choro, ou disfarço, mas sempre me surpreendo: como, apesar de tudo isso, ainda continuo em pé?

Eu sigo, me arrastando, aos trancos e barracos, mas tô firme e em pé. Não sei se as pessoas percebem apenas “mais uma pessoa em pé”, ou se elas notam que falta algo, “uma pessoa pela metade, que apesar do buraco permanece em pé”.

Eu vou, me arrastando, mas vou. Tem coisas pra fazer, textos para escrever, livros para ler e uma agenda lotada para não ter tempo de lembrar, apesar de que eu nunca consigo esquecer, nem por segundos. Nem no meio de risada, quando eu me acho quase feliz de novo. Quase.

Quase. Mas tem o vazio, a saudade, o nó, o choro, o medo e o nunca mais rindo o tempo todo da minha cara. E tem eu, em pé, pensando que nunca mais não existe. Nem o sempre. Mas não me importo, porque queria mesmo é agora.

Acho que vou no médico pedir um remédio pra dor. Vai que um dia eu caia de vez... Ou num psiquiatra para ele me distrair do vazio... Eu sei que viver, às vezes, dói. Mas não precisava ser sempre tão sofrido.

“Te quero muito. Ficar junto e respirar...”
Nando Reis

Tuesday, June 08, 2010

Nó

Tem tanta coisa acontecendo na minha vida que minha cabeça está dando um nó. E isso causa uma angústia chata e um nó na garganta desgraçado. Com tanto nó assim, o estômago só podia ficar embrulhado.

Brincadeiras a parte, tá tudo complicado. Eu queria escrever sobre o passeio no templo Budista, em Três Coroas e a praia no final de semana, com o Xande e o Flávio, que estava muito divertida. Mas os nós não permitiram.

Às vezes a gente se mete em cada situação... Ando numa fase de muitos questionamentos e ansiedades. Tudo pode mudar em um minuto. Estou na eminência de uma baita mudança, é só isso, já causa medo.

Muita coisa aconteceu que me deixaram tonta e tanta coisa ainda pode acontecer que a tontura pode virar queda livre. Ainda não posso falar e isso é uma coisa que me sufoca.

E o tempo que não passa? E o meu pensamento que não sustenta um raciocínio lógico para que eu entenda como é possível? E o medo que tá me assombrando? E as enes dúvidas que pairam sobre mim? E a saudade que só aumenta? E os nós que damos na vida, como desatamos?

Ao universo – A/C Deus

Sim. Eu sei que não é a primeira vez que te escrevo. Isso já aconteceu antes, alguns anos atrás. Começou no dia que fiz 19 anos e levei um fora do cara por quem era apaixonada e tinha tirado minha virgindade no dia anterior. Depois desse episódio, passei muito tempo escrevendo para o Senhor. E guardei por muito tempo essas cartas. Afinal qual é o endereço de Deus? Sempre acreditei na força das palavras e que Deus é tudo, então escrevia e acreditava que as palavras iam para o universo e mais cedo ou mais tarde, o Senhor ouviria. Anos depois disso, já recupera da depressão, coloquei as cartas fora, li algumas e entendi porque você nunca me respondeu. E como eu sofri. Havia tanta mágoa, tanto ódio, tanta frustração, tanto rancor, tanto apego que ao reler me dei conta que eu não era apaixonada por ele e sim, por uma situação. Foi preciso anos para eu me dar conta que o Senhor tinha planejado coisa muito melhor pra mim. Muito obrigada. Obrigada, principalmente, por eu ter me tornado uma pessoa mais leve.

Agora, estou aqui, um pouquinho mais madura e ainda escrevendo pra Deus. Só que agora deixo postado aqui no blog, se alguém rir já tô no lucro. E quanto mais gente lê, mais as palavras vão para o universo e se cada um fizer pensamento positivo, fica melhor ainda. Eu quero que o Senhor, o universo, os anjos da guarda e toda a tua turma poderosa conspire a favor e me traga de volta ele. O homem perfeito, que para o resto do mundo é mais um cara comum. Mas para mim é PERFEITO. Por favor meu Deus, me permita isso. Eu não gostaria de passar o resto da minha vida procurando ele em outros homens, até porque não vou achar. Acredito que para cada pessoa, existe apenas uma perfeita, uma que nos traz uma paz de espírito tão grande que a gente não consegue explicar, uma que nos faz pensar que o abraço é o melhor lugar do mundo, uma que nos faz se sentir perfeita. Tá, eu sei, eu sou muito sortuda por ter encontrado essa pessoa e ter vivido esses meses com ele. E pode acreditar, que já sou muito grata por isso. Mas é que a saudade tá doendo, sufocando. Estranho é que não tô apaixonada, tô desconfiada que é amor. Será Deus? Caso seja muito difícil fazer a minha vida cruzar na dele agora, me dê serenidade e calma para esperar o momento certo, quando a vida não tiver tão complicada, quando nos dois estivermos prontos. Essa história não acabou, não pode ter acabado. E dessa vez, esse pedido é tão puro, tão de coração que sei que o universo conspira a favor. Dessa vez, não tem raiva, não tem ódio, não tem rancor, não tem mágoa. Só tem amor.

Monday, May 31, 2010

Rainbow

Eu vi um arco-íris hoje, estava vindo do serviço pra casa. A pé depois de 40 minutos no trem. Havia muitas nuvens escuras no céu e no meio delas, apareceram aquelas cores fraquinhas.

Fiz um pedido. De todas as coisas do mundo, arco-íris é o que eu considero mais inexplicável. Nunca ouvi uma explicação convincente do que seria um arco-íris. Talvez por falta de uma explicação mesmo ou por ignorância...

As cores ficaram mais fortes. Refiz meu pedido. Quase fui atropelada de tão concentrada que eu tava. Quantas pessoas viram o arco-íris? Quantas fizeram um pedido?

As cores foram sumindo. As nuvens ficaram mais escuras e começou a cair uma garoa fria e grossa. Eu corri. No rádio começou o tocar “Somewhere over the rainbow”. Acho que foi um sinal. Um bom sinal.


Somewhere over the rainbow
Israel Kamakawiwo'ole


Somewhere over the rainbow
Way up high
And the dreams that you dream of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dream of
Dreams really do come true

Someday I'll wish upon a star
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top thats where you'll find me
Oh somewhere over the rainbow blue birds fly
And the dreams that you dare to, oh why, oh why can't I?

Well I see trees of green and
Red roses too,
I'll watch them bloom for me and you
And I think to myself
What a wonderful world

Well I see skies of blue and I see clouds of white
And the brightness of day
I like the dark and I think to myself
What a wonderful world

The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people passing by
I see friends shaking hands
Saying, "How do you do?"
They're really saying, I... I love you

I hear babies cry and I watch them grow,
They'll learn much more than
We'll know
And I think to myself
What a wonderful world

Someday I'll wish upon a star,
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top thats where you'll find me.
Somewhere over the rainbow way up high
and the dreams that you dare to, why, oh why can't I?